Você já parou para pensar quanto tempo dedica a si mesma? Quando foi a última vez em que parou para refletir sobre sua saúde, seus hábitos alimentares, sua rotina de exercícios? Essas são questões que, com a correria do cotidiano, acabam ficando para segundo plano. O fato é que cuidar da mente e do corpo é fundamental para ter qualidade de vida, continuar trabalhando com disposição, cuidar bem dos filhos, entre outras tarefas que a mulher tem assumido com o tempo.
E é importante se cuidar bem em todas as fases da vida. Além de manter hábitos saudáveis, como boa alimentação e prática regular de exercícios físicos, é importante fazer avaliações médicas periodicamente. Quando criança, as meninas precisam de acompanhamento de um pediatra.
Na adolescência, fase de intensas mudanças, é fundamental que a jovem entenda as transformações que acontecem em seu corpo. E,para isso, consultar um ginecologista é um primeiro passo. Ele é o profissional de saúde que vai orientar para uma vida sexual segura, e também sobre os cuidados com o corpo e os exames necessários em cada etapa, para que a mulher mantenha sua saúde.
E são vários os exames que necessitam ser feitos ao longo da vida. Uma visita anual ao ginecologista, a partir do início da vida sexual, é fundamental. Para mulheres assintomáticas e sem histórico familiar de doenças hereditárias, a partir dos 40 anos é importante acrescentar uma avaliação cardiológica e uma mamografia anual.
Após a menopausa, os cuidados têm um enfoque especial, pois as mudanças hormonais causam transformações específicas e podem desencadear, por exemplo, a osteoporose.
Essas avaliações têm uma razão de ser: cânceres como o de mama ou de colo do útero, por exemplo, se detectados em estágio inicial, têm grande possibilidade de cura. E essa detecção pode ser feita em uma avaliação periódica.
“Se a mulher fizer a rotina ginecológica anual, qualquer lesão que apareça nesse intervalo é recente – e, portanto, com maior chance de cura –, um parâmetro que não existe em quem fica anos sem ir ao médico”, afirma Giselle Mello, médica responsável pelo Serviço de Mamografia do Fleury Medicina e Saúde.
Previna-se
No Brasil, o câncer de colo do útero ainda é um grave problema de saúde pública, pois uma boa parte dos casos só é detectada quando a doença já está em estágio avançado. “A mulher que procura anualmente o ginecologista dificilmente chegará nesse ponto”, afirma Giselle.
O exame de Papanicolaou, simples e rápido, é capaz de detectar alterações que sugerem a presença de alguma lesão genital. Quando o resultado está alterado, pode evidenciar a suspeita de infecção pelo papilomavírus humano (HPV) – que responde por mais de 90% dos cânceres de colo de útero, vagina e vulva. “Ter HPV, no entanto, não é sinônimo de ter câncer”, alerta a médica. Mas é preciso que a mulher se trate e fique atenta, pois a existência do vírus deixa a mulher mais suscetível a desenvolver lesões que podem evoluir para o câncer.

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